domingo, 25 de abril de 2010

AVATAR O FILME, ONDE AS MONTANHAS FLUTUAM!

Resolvi não demorar muito a postar algo novo para purgar logo o desgosto do último filme. Esta semana enquanto baixava “AVATAR o FILME”, um sentimento de desconfiança me assombrava, temia que este seria mais uma bomba megalomaníaca do cinema americano. Devo admitir que o filme me surpreendeu, não é tão ruim, é até muito divertido e bonito visualmente. Mas oque ele realmente tem bom? Ainda estou degustando tudo na minha mente, procurando entender por não achei aquilo tudo um besteirol completo. Sim, porque “Pandora” o planete imaginário de James Cameron tem montanhas flutuantes, pássaros multicoloridos, animais “pré históricos?” de seis patas, plantas exóticas que reluzem a noite e por ai vai. Mas porquê gostei de tudo isso sem me irritar com tanta viagem? Talvez porque nenhum animal da floresta fale (uuufa), talvez porque a floresta não tenha nenhum Bruxo lendário com super poderes (uufa), talvez porque a história toda não tenha nenhuma lenda assustadora (uuufa uuufa) . Muito pelo contrário, AVATAR tem uma história muito simples da luta do homem selvagem contra o progresso desenfreado. É um filme ecológicamente correto em todos sentidos, já que tanta destruição só deu trabalho aos gênios da computação gráfica. É também um filme com algum toque espírita, mas sem exageros. É claro que no final não podia faltar a clássica luta entre o vilão e o mocinho com a morte do vilão sendo espetado por algo e o argumento também não consegue fugir de certo vícios e usa frases clássicas como “ei, vamos acabar com tudo isso, não quero me atrasar pro jantar”. Mas tudo bem, o filme vale a pena, é diversão certa se você tem mente aberta.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Que isso!?, Sandra Bullock, Oscar de melhor atriz?

Um sonho Impossível é oque vou ter hoje depois de assistir este filme. Com um cartaz bonitinho mostrando um céu maravilhoso ao fundo até parece daqueles filmes produzidos hoje em dia pela Igreja batista. Puro engôdo.
A Atuação de todos os atores é tão péssima, que fica difícil acreditar que Sandra Bullocok tenha ganhado a estatueta do Oscar. Só há uma explicação, não havia concorrentes, ou todas as outras opções também eram péssimas. Mesmo com uma fotografia muito bonita e com uma boa história na mão, os diretores e atores não conseguirem passar uma mensagem convincente. O filme é cheio de clichês americanófilos, daqueles que o povo de lá gosta de assoviar e gritar heeeeeeeeeeee é isso aeeeeeeeeeee fiuuuuuuuuuuuu. Chega, basta mesmo, não é possível que roteiros com argumentos tão pobres ainda deem bilheteria.

Por um outro lado o cinema americano nos tem presenteado durante décadas com bons filmes sobre o tema esporte em especial o futebol americano. São muitas as opções mas hoje se eu pudesse recomendar um na mesma linha de "Um Sonho Possível", recomendaria este ao lado que tem o título original "The Express", e que no Brasil foi lançado com o estranho nome de "No limite" e que conta a história verídica de Ernie Davis, o "Expresso de Elmira".

O fime consegue unir dois pontos importantes: a luta contra a segregação racial nos EUA, e luta para ser campeão no esporte. No mundo, poucos viveram tanto em tão pouco tempo e tiveram história tão impressionante e comovente como a de Ernie Davis.

No final dos anos 50, Ernie Davis, o "Expresso de Elmira" despontou como o melhor jogador afro-americano do país na liga universitária. Na verdade, era o melhor do país, o primeiro negro a conquistar o importante prêmio Heisman, dedicado aos melhores universitários do ano. Conseguia atravessar o campo inteiro sem ser impedido por qualquer marcador para marcar um touchdown.

Para isso, precisou convencer os próprios colegas de time, o técnico, e até outros negros. Enfrentou adversários dentro de fora de campo, desde garrafas arremessadas das arquibancadas a até apelidos nada gentis pelas ruas e gramados.

Se vocês admiram Martin Luther King, precisam conhecer quem já mudava a cabeça de um país antes do ativista dizer "I have a dream...".

Não tem como não se emocionar, o filme é maravilhoso.

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